Transporte
Rodoviários ainda aguardam o reajuste
Aumento depende de negociação anterior do CTCP com a prefeitura, que inclui o pedido de isenção de impostos como ISS
Jô Folha -
As negociações dos rodoviários com o Consórcio do Transporte Coletivo de Pelotas (CTCP) e a prefeitura estão em um compasso de espera para definições mais concretas. Após encaminhar uma lista de reivindicações, o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário aguarda pelas negociações do CTCP com o Executivo para o atendimento destas demandas.
Depois da assembleia, o Sindicato elaborou uma lista de prioridades. As principais delas foram o ganho real na reposição salarial conforme cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deste ano e a solicitação de um plano de saúde, que é uma demanda reivindicada há quase duas décadas. “Nós solicitamos a manutenção das cláusulas sociais, dos nossos benefícios conquistados através do dissídio anterior. Também solicitamos ticket alimentação e ticket combustível para o primeiro horário que os funcionários entram em serviço”, contou o presidente do Sindicato, Claudiomiro Amaral. As demandas já foram repassadas ao CTCP e à prefeitura.
O Consórcio também repassou suas próprias demandas à prefeitura. O objetivo é evitar que haja um novo reajuste tarifário. Como alternativa, o CTCP solicitou ao Poder Público a isenção do Imposto sobre Serviço (ISS), que corresponde a 3,5% da tarifa e a retirada do auxílio do transporte rural, que totaliza 1% repassado à prefeitura. Somados, eles representam 4,5%, que é o percentual de isenções buscado pela entidade. “A prefeitura está encaminhando para a Câmara de Vereadores este pedido de isenção do ISS. Estamos tomando medidas para a readequação do mercado e observando algumas situações. A gente tá aguardando, para podermos ver com a prefeitura o que podemos pactuar daqui pra frente com os trabalhadores”, explicou o secretário-executivo do CTCP, Enoc Guimarães. Ele ainda pontuou que a empresa acompanha a situação da prorrogação do auxílio-emergencial, que já foi aprovado na Câmara e no Senado e agora aguarda pela sanção presidencial.
Neste momento, os trabalhadores estão atuando com jornadas de trabalho reduzidas. Ao longo deste período de avanço do coronavírus, cerca de 30% deles foram demitidos devido ao déficit gerado. O transporte coletivo municipal tem transportado cerca de 38% do que transportava antes da pandemia. “A situação está insustentável. Nós não chegamos nem a 40% do que a gente transportava antes. Estamos com mais de 50% da nossa frota na rua. Com estas medida de restrição de circulação mais rigorosas, vamos avaliar os impactos disso para o nosso planejamento”, pontuou o secretário do CTCP.
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